"Os analfabetos no século XXI não serão os que não souberem ler ou escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender."

Alvin Toffler

Música de qualidade.

OS MELHORES CURSOS PARA VOCÊ SE SENTIR UM PROFISSIONAL MAIS PREPARADO.

domingo, 31 de julho de 2011

Música: O Caderno

O caderno de Toquinho é uma obra prima que descreve paralelamente a vida de uma criança e suas ações com seu caderno, grande companheiro. Quem nunca desenhou uma montanha, duas nuvens, a casinha e um belo sol sorridente? Quem já não traçou seus conflitos confidencializados nas últimas folhas de um caderno, guardião de segredos e revelações? É ele também que nos ajuda nas matérias mais complicadas, quando o abraçamos e estudamos com ele até de madrugada e ao assustar já estamos dormindo com o caderno nas mãos. As páginas dele também escondem em algum lugar as confidências amorosas e o nome da pessoa amada quando os primeiros raios de mulher, amor e paixão se exteriorizam não mais na criança, mas na mulher que está se formando. É nesse momento que deixamos de dar importância a este grande amigo que nos acompanhou por grande parte de nossas vidas, quando a correria do dia a dia nos impossibilita de lembrar do quanto um objeto sem audição foi tão capaz de nos ouvir, ou mesmo sem grande valor, foi tão capaz de ser o museu de nossas obras primas. Com isso, se um dia lembrarmos dele, grande parte da nossa vida estará contada em pedacinhos e fundos de caderno que nos acompanharam e essa lembrança não pode ser deixada em um lugar qualquer, temos que guardá-la num espacinho bem caloroso de nosso coração. Ao finalizar vem uma mensagem linda do Padre Fábio de Melo que nos faz refletir sobre a nossa vida cheia de erros e acertos, derrotas e vitórias, mas nunca devemos desistir ao primeiro obstáculo, devemos seguir em frente, trilhando caminhos, muitas vezes mal traçados, mas sempre em busca de um futuro brilhante.(Adaptado do comentário de Pedro Dornas)


Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
E acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel...

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...

Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...(2x)

Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno
Eu me recordo do meu
Com ele eu aprendi muita coisa
Foi nele que descobri que a experiência dos erros,
Ela é tão importante quanto à experiência dos acertos

Por que vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras.
Por que não à aprendizado na vida que não passe pela experiência dos erros

Caderno é uma metáfora da vida, quando erros cometidos eram demais eu me recordo que nossa professora nos sugeria que a gente virasse a pagina
Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços
Ao virar a pagina os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles a gente seguia um pouco mais crescido

O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos
Erros podem ser fontes de virtudes
Na vida é a mesma coisa
O erro tem que esta a serviço do aprendizado
Nenhum tem que ser fonte de culpas, de vergonhas.
Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida

Uma coisa é a gente se arrepender do que fez
Outra coisa é a gente se sentir culpado
Culpas nos paralisam, arrependimentos não.
Eles nos lançam pra frente, nos ajuda a corrigir os erros cometidos.

Tê-los a semelhante a um caderno
Eles nos permite os erros pra que a gente aprenda pra fazer do jeito certo
Você tem errado muito? Não importa aceite de Deus esta nova pagina de vida que tem nome de hoje
Recorde-se das lições do seu primeiro caderno
Quando os erros são demais vire a pagina

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente

O que se há de fazer...
Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...(2x)

sábado, 30 de julho de 2011

Cinema na sala de aula


Planejamento interdisciplinar

"O cinema é o campo no qual a estética, o lazer,
 a ideologia e os valores sociais mais amplos
 são sintetizados numa mesma obra de arte."

         Qualquer filme, independente da sua temática e de seu gênero, pode ser um documento para o estudo. O filme possui um valor imprescindível se utilizado como documento para construção do conhecimento, podendo ser objeto de pesquisa e análise, uma ferramenta de apoio fundamental nas aulas.
Filmes: Crepúsculo   -   Lua Nova   -   Eclipse
Disciplinas envolvidas: Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Redação
Clientela: Alunos da 8ª série
Sinopse dos filmes:
Crepúsculo
A história de Crepúsculo é sobre Bella Swan, uma adolescente que nunca se deu bem com as outras garotas e, depois que a mãe se casa novamente, se muda da ensolarada Phoenix para a chuvosa cidade de Forks para viver com o pai. Lá, ela começa a viver um romance com o misterioso Edward Cullen, que faz parte de uma família de vampiros. Assim como os outros de sua espécie, Edward é extremamente forte e rápido, e também não envelhece. Porém, sua família se diferencia dos outros vampiros por não beberem sangue humano. Apesar do que sentem um pelo outro, Bella e Edward tentam se afastar, para que ele não ceda ao desejo de beber o sangue dela. Mas as coisas começam a piorar para os dois quando um grupo de vampiros inimigos da família de Edward chegam à cidade procurando por Bella.
Lua Nova
Em Lua Nova, as coisas ficam obscuras quase por metade do filme. Depois de Bella correr um grande risco por ficar perto da família de Edward eles decidem ir embora, e para ela não se lembrar mais dele, Edward diz que não a ama mais. Bella cai em uma depressão profunda, mas se torna amiga de Jacob. Porém Bella descobre que pode ouvir Edward quando corre perigo. Assim ela sempre está se arriscando, mas em uma dessas tentativas ela quase morre, e Edward acredita que ela morreu, e vai até a Itália para se matar. Com a ajuda de Alice, Bella vai resgatar seu amor. Lá eles vão correr perigo com os vampiros Volturi, e acabam tendo que selar um pacto, Bella terá que ser transformada em vampira por saber demais.
Eclipse
Nesse filme um exército de vampiros estará de volta nas ruas para aterrorizar a cidade de Seattle nos estados unidos, isso faz o vampiro Edward ficar atento nesses vampiros que querem colocar terror nessa cidade de humanos normais, Bella a protagonista também vai ficar preocupada com assuntos relacionados com sua amizade em relação aos vampiros, mas essa amizade pode se transformar em um castigo por ela ser a única, a saber, da existência desses vampiros. A personagem Bella teve que passar por um triângulo amoroso no segundo filme, nesse terceiro filme ela vai precisar escolher entre a amizade e o amor de Edward, uma decisão bastante difícil para essa personagem que está vivendo uma linda história de amor nessa saga que só deve terminar no quarto filme.
Objetivos:
•Estimular no ambiente escolar, o envolvimento da mídia para desenvolver valores e atitudes que contribuam para a construção da reflexão e do entendimento dos educandos;
•Incentivar a participação oral e a troca de ideias;
•Ler textos sobre os filmes;
•Interpretar o enredo da história mostrando suas impressões sobre o filme;
•Reconhecer a resenha como um gênero textual identificando suas características;
•Redigir uma resenha crítica do filme;
•Ampliar a capacidade de argumentar por escrito;
•Descrever as personagens do filme, mostrando suas qualidades físicas e psicológicas;
•Pesquisar sobre a lenda dos vampiros;
•Identificar a finalidade e as características do gênero textual: lendas;
•Construir poesia expressando suas reflexões e sentimentos acerca da temática do filme.
Desenvolvimento:
•29 de julho - Exibição do filme Crepúsculo  (1h e 54 min.)
•19 de agosto - Exibição do filme Lua nova  (2h e 01 min.)
•02 de setembro - Exibição do filme Eclipse (1h e 56 min.)
Avaliação:
          Observar a reação do grupo ao assistir os filmes. Criatividade e participação nas atividades desenvolvidas.
A  N  E  X  O  S
AS LENDAS - características e tipos
Como sabes, as lendas fazem parte da chamada Literatura Oral e tradicional. O seu autor é o povo, que as transmitiu oralmente de geração em geração, e só mais tarde é que alguns autores as passaram para a forma escrita.
CARACTERÍSTICAS DAS LENDAS:
* Ao contrário do conto tradicional, a lenda baseia-se em factos reais que são depois transformados pela imaginação. Há, pois, uma mistura de realidade e fantasia.
* A maior parte das lendas enquadra-se num espaço e num tempo determinado.
* As personagens também são reduzidas, mas, na maior parte das vezes, estão identificadas pelo nome.
CLASSIFICAÇÃO DAS LENDAS
Podemos identificar alguns tipos de lendas:
a) Lendas religiosas – são narrativas cristãs onde Jesus Cristo e Maria intervêm na vida dos humanos.
b) Lendas mitológicas – são contadas em certas localidades e abordam factos que, segundo o povo, tiveram intervenções do diabo, de fantasmas, de gigantes, de bruxas, de sereias, de feiticeiras ou de monstros.
c) Lendas históricas – referem-se a personagens da História de um país, locais ou monumentos históricos. Por vezes, são contadas de uma forma exagerada, extraordinária e simbólica (como por exemplo, a lenda da Padeira de Aljubarrota).
d) Lendas etimológicas – são aquelas que estão na origem de nomes de povoações ou lugares (como por exemplo a lenda da Ilha da Madeira).
e) Lendas de mouros e mouras – estão associadas ou à morte ou à prosperidade. Na acção quase sempre as mouras aparecem a pentear-se ao luar com um pente de ouro. Estas lendas retratam a época da ocupação árabe da Península Ibérica.
Lenda sobre vampiros
Sangue, imortalidade, pele fria, hábitos noturnos, tudo isso caracteriza os vampiros, seres inumanos que surgiram durante a idade média em lendas que na verdade até hoje são um mistério, pois não se sabe se pode ou não existir, é fantasioso, mas mesmo assim é intrigante.
As lendas sobre vampiros mais famosas são as que tratam do Conde Vlad Draculia, ou Dracula, ou apenas Dracullia, o conde que renegou a Deus depois da morte da mulher e bebeu o sangue dos inimigos que mataram seu pai, se assim se tornou um ser das trevas.
Até hoje as lendas sobre vampiros geram historias, livros, filmes e muitos outros tipos de mídia como é o caso do atual e famosos best-seller Crepúsculo que trata do amor de um jovem vampiro por uma humana. Novelas como Vamp e O beijo do vampiro também tratavam sobre esse ser das trevas que bota medo em qualquer um.
Existem lendas de vampiros desde 125aC, quando ocorreu uma das principais histórias conhecidas de vampiros. Foi uma lenda grega. Na verdade pode-se afirmar que esse tenha sido o primeiro registro por escrito, pois as origens do mito se perdem séculos e séculos atrás quando a tradição oral prevalecia. Lendas sobre vampiros se originaram no oriente e viajaram para o ocidente através da Rota da Seda para o Mediterrâneo. De lá, elas se espalharam por terras eslavas e pelas montanhas dos Carpathos. Os eslavos têm as lendas mais ricas sobre vampiros. Elas estavam originariamente mais associadas aos iranianos e à partir do século VIII é que se espalharam por terras eslavas. Quase na mesma época em que essas histórias começaram a se difundir, iniciou-se o processo de cristianização da região, e as lendas de vampiros sobreviveram como mitos muitas vezes associados ao cristianismo.
Mais tarde, os ciganos migraram para o oeste pelo norte da Índia (onde também existem um certo número de lendas sobre vampiros), e seus mitos se confundiram com os mitos dos eslavos. Os ciganos chegaram na Transilvânia pouco tempo depois de Vlad Dracula nascer em 1431. O vampiro aqui era um fantasma de uma pessoa morta, que na maioria dos casos fora uma bruxa, um mago, ou um suicida.
Vampiros eram criaturas temidas, porque matavam pessoas ao mesmo tempo em que se pareciam com elas. A única diferença era que eles não possuíam sombra, nem se refletiam em espelhos. Além disso podiam mudar sua forma para a de um morcego, os tornavam difíceis de capturar e bastante perigosos. Durante a luz do dia dormiam em seus caixões, para à noite beber sangue humano, já que os raios eram letais para eles. O método mais comum era, pela meia noite, voar por uma janela na forma de um morcego e morder a vítima no pescoço de forma que seu sangue fosse totalmente sugado. Os vampiros não podiam entrar numa casa se não fossem convidados. Mas uma vez que eram poderiam retornar quando bem entendessem. Os vampiros eslavos não eram perigosos somente porque matavam pessoas, (muitos seres humanos também faziam isso) mas também porque suas vítimas, depois de morrerem, também se transformavam em vampiros. A característica mais temida dos vampiros era o fato deles serem praticamente imortais. Apenas alguns ritos podiam matar um vampiro como por exemplo: transpassar seu coração com uma estaca, decaptá-lo ou queimar seu sangue. Esse tipo de vampiro também é o mais conhecido, por ter sido imortalizado na figura do mais famoso vampiro de todos os tempos, o Conde Drácula, de Bram Stoker.
Descrição de personagens
Vivemos em dois mundos: o dos acontecimentos que nos chega através dos sentidos (mundo real) e o das informações que nos chegam indiretamente através dos meios de comunicação (mundo verbal). A relação entre esses mundos é a mesma relação que existe entre o território e o mapa que o representa. O mesmo acontece com a linguagem. Por meio de relatos imaginários, podemos inventar realidades que nada têm a ver com o mundo concreto, isto é, a linguagem representa a realidade, mas não é a própria realidade.
         Descrever é representar, por meio de palavras, as características de seres e objetos percebidos através dos sentidos. O objetivo da descrição é transmitir ao leitor uma imagem daquilo que observamos. É como compor um retrato por meio de palavras, fazendo com que o leitor perceba as características marcantes do ser que estamos descrevendo e de modo a não confundi-lo com nenhum outro.
Ao observarmos um objeto e a descrição do mesmo, percebemos que a imagem transmitida pelo desenho é imediata e global, enquanto que na descrição, somente após a leitura total do texto é que se tem a idéia global do objeto.
         Se tivermos em nossa frente duas cadeiras diferentes, poderemos identificá-las através de um só substantivo: cadeira. Essa palavra apenas identifica o objeto, mas não o descreve, pois a descrição consiste na enumeração de caracteres próprios dos seres animados ou inanimados, coisas, cenários, ambientes, costumes sociais, ruídos, odores, sabores ou impressões táteis.
         A descrição não se confunde com a definição. A definição é uma forma verbal através da qual se exprime a essência de uma coisa. As coisas, individualmente não admitem definição. Quando definimos, estando tratando de classes, espécies. Quando descrevemos, detalhamos indivíduos de uma mesma espécie.         Desse modo também é possível descrever pessoas e personagens, física e psicologicamente:
- Física - fornece características exteriores, ligadas aos traços físicos do personagem: altura, cor dos olhos, cabelo, forma do rosto, do nariz, da boca, porte, trajes.
Exemplo: Sua pele era muito branca, os olhos azuis, bochechas rosadas. Estatura mediana, magra. Parecia um anjo. (pessoa)
Nina era uma cachorra beagle, com as três cores básicas da raça: preto, amarelo e branco. Orelhas compridas, pelo curto, rabo com a ponta branca, patas brancas e grandes olhos castanhos. (animal)
Aquele era o carro dos seus sonhos: conversível, prateado, rodas de magnésio, vidros ray-ban, rádio, direção esportiva, bancos de couro. (ser inanimado)
- Psicológica - Apresenta o modo de ser do personagem, seus hábitos, atitudes e personalidade, características interiores.
Exemplo: Era sonhadora. Desejava sempre o impossível e recusava-se a ver a realidade. (pessoa)
Nina era meio invocada. Não gostava nada de estranhos, latia feita louca para os pardais e não gostava nada que lhe ficassem apertando. Era meio fleugmática, não negando sua raça inglesa. (animal)
O carro era como seu dono: arrojado, destemido, bonito, não tinha medo das curvas, muito menos das retas. (ser inanimado)
Descrição de personagens - Atividade
Personagens são pessoas, animais, objetos ou qualquer ser que participem de uma história. Leia:
Há muitos e muitos anos nasceu na Alemanha uma linda boneca de porcelana, com cabelos cor de palha, tez delicadamente rosada, olhos cristalinamente azuis e um sorriso vermelho que entremostrava uma fileira de dentinhos leitosos.
Responda:
a) Que personagem está sendo descrita no texto?
b) Em que lugar ela nasceu?
c) De que material ela foi feita?
d)Baseado no filme assistido, escreva o nome da personagem escolhida.
b)Dê outras características a ela.
- Duas relacionadas à aparência física.
- Duas relacionadas ao seu jeito de ser. Por exemplo, nervosa ou tranqüila, alegre ou triste, tímida ou desinibida, covarde ou corajosa, etc.
c) Escreva um texto descrevendo a personagem que você escolheu.
Resenha
A resenha é um gênero textual em que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele. No jornalismo, é utilizado como forma de prestação de serviço. É texto de origem opinativa e, portanto, reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o valor do que é analisado.
         O objeto resenhado pode ser de qualquer natureza: um romance, um filme, um álbum, uma peça de teatro ou mesmo um jogo de futebol. Uma resenha pode ser "descritiva" e/ou "crítica".
         Resenha é um texto que serve para apresentar outro (texto-base), desconhecido do leitor. Para bem apresentá-lo, é necessário além de dar uma ideia resumida dos assuntos tratados, apresentar o maior número de informações sobre o trabalho: fatores que, ao lado de uma abordagem crítica e de relações intertextuais, darão ao leitor os requisitos mínimos para que ele se oriente quanto ao grau de interesse do texto-base.
         Quando se trata de resenha científica, ou trabalho acadêmico de divulgação, apresenta síntese e crítica sobre trabalho científico mais longo. Pode ser elaborado com base em leitura motivada por interesse próprio ou sob demanda editorial. Visa geralmente à publicação em periódico técnico ou mesmo visando divulgação de conhecimento ao grande público pela veiculação em mídia ampla. Nesses casos a resenha é, geralmente, feita por um cientista da mesma área de conhecimento do texto-base.
          Mas que informações dar sobre o texto? Ora, se o leitor não o conhece, é preciso informar-se, pelo menos, o nome do autor, o nome do texto, onde e quando foi publicado. Lembre-se de que o leitor pode querer ter acesso ao texto resenhado e, para tanto, precisa dessas informações básicas. Elas podem aparecer no corpo do texto ou no final, como uma citação bibliográfica. Se forem apresentadas no corpo do texto, devem ser bem integradas à exposição dos assuntos tratados.
          E em que consiste uma abordagem crítica? Abordar criticamente um texto consiste em opinar sobre ele, apresentando problemas e qualidades que o resenhador julga importante destacar para o seu leitor. Portanto, a abordagem critica não significa, necessariamente, um levantamento dos problemas detectados no texto. Pode constituir-se também no destaque de certas qualidades.
          Além das informações básicas e da abordagem crítica, uma boa resenha procura estabelecer relações do texto-base com outros textos (relações intertextuais), recurso que dá ao leitor outras possibilidades de entrada para o texto-base.
          Do ponto de vista da construção do texto da resenha, a apreciação crítica obedece a um fio condutor que o resenhador julga como o ponto de entrada mais interessante para o leitor. O fio condutor é , portanto, o tópico que o resenhador escolhe do texto-base para despertar o interesse do leitor e serve para conduzir toda a sua exposição sobre o texto-base.
          Sintetizando, resenha é a apresentação de um texto resultante de sua apreciação crítica por parte do resenhador. Assim entendida, ela tem sido chamada também de resenha crítica.
Músicas do Filme
Eclipse (All Yours)
All the lives always tempted to trade
Will they hate me for all the choices I made?
Will they stop when they see me again?
I can't stop, now I know who I am
Now I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to a grave
And all my life starts now
Tear me down, they can't
Take you out of my thoughts
Under every scar there's a battle I've lost
Will they stop when they see us again?
I can't stop, now I know who I am
Now I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to a grave
And all my life starts
I'm all yours, I'm not afraid
And you're all mine, say what they may
And all your love I'll take to a grave
And all my life starts, starts now

Flightless Bird, American Mouth
Iron & Wine
Composição: Sam Beam
I was a quick, wet boy
Diving too deep for coins
All of your street light eyes
Wide on my plastic toys
Then when the cops closed the fair
I cut my long, baby hair
stole me a dog-eared map
And called for you everywhere
Have I found you
Flightless bird, jealous, weeping
Or lost you, American mouth
Big pill looming
Now I'm a fat house cat
Cursing my sore, blunt tongue
Watching the warm, poisoned rats
Curl through the wide fence cracks
Pissing on magazine photos
Those fishing lures
Thrown in the cold and clean
Blood of Christ mountain stream
Have I found you
Flightless bird, grounded, bleeding
Or lost you, American mouth
Big pill stuck going down




sexta-feira, 29 de julho de 2011

Música: Cidadão de Papelão

O Teatro Mágico é um belo grupo que vem mostrando textos inteligentes e de excelentes reflexões. A criticidade por trás das imagens nos mostra um ar de inocência entre os desenhos aliado a um rico jogo de metáforas sobre como a sociedade lida e promove a indiferença cruel e massacrante dos tempos atuais. É um vídeo maravilhoso e interessantíssimo. Música e imagens, num emaranhado perfeito de abordagens conceituais de nossa sociedade composta, muitas vezes, por pessoas"vazias" iguais a caixas,e de tantas outras que são manipuladas, ignoradas e marginalizadas.




O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, nem voz
Nem terno, nem tampouco ternura
À margem de toda rua, sem identificação, sei não
Um homem de pedra, de pó, de pé no chão
De pé na cova, sem vocação, sem convicção

À margem de toda candura
À margem de toda candura
À margem de toda candura

Um cara, um papo, um sopapo, um papelão

Cria a dor, cria e atura
Cria a dor, cria e atura
Cria a dor, cria e atura

O cara que catava papelão pediu
Um pingado quente, em maus lençóis, à sós
Nem farda, nem tampouco fartura
Sem papel, sem assinatura
Se reciclando vai, se vai

À margem de toda candura
À margem de toda candura

Homem de pedra, de pó, de pé no chão

Não habita, se habitua
Não habita, se habitua

 
 (Fernando Anitelli/Maíra Viana)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

PROJETO DE LEITURA: "LER É BOM, EXPERIMENTE!"


O projeto de leitura "Ler é bom, experimente!" nasceu há três anos pela necessidade de desenvolvermos em nossos alunos a aprendizagem leitora construindo ações que permitam reconhecer a leitura como fonte de prazer e de conhecimento de mundo. Preparar os estudantes para aprender é abrir espaços e capacitá-los ao enfrentamento do novo, numa sociedade letrada, inserida em um mundo globalizado, onde circulam diferentes tipos de linguagem. Ler, entender, opinar, compartilhar são ações que formam alunos pensantes e participantes, são ações que ajudam o aluno a formar uma crítica respeitosa e construtiva, a criar uma consciência de cidadania, sabendo observar valores, socializar e transferir novos saberes. E foi pensando em tudo isso que mostramos durante todo o dia de abertura do projeto: arte, poesia, encenações teatrais, música e dança. Muitas parcerias foram firmadas para que findemos o ano letivo com pequenos grandes leitores. Uma dessas parcerias é a família, por acreditarmos que ela também precisa investir na leitura incentivando seus filhos a lerem o máximo que puderem. A leitura, como aprendizagem, começa cedo e se estende por toda uma vida. Ler é uma questão de dedicação. Aprende a ler, quem le. E le bem, quem le muito. E aprende a falar e escrever, quem investiu parte da vida na leitura. Ler é bom, experimente!


Todos atentos às apresentações do dia.

No espaço da Biblioteca Móvel Anísio Teixeira, os alunos desfrutaram da leitura de gibis.

A leitura por prazer desenvolve, liberta, enriquece e conscientiza.


Maquete demonstrando a história "Morreu Zé Pinguinha", lida no livro: "Nos Bastidores do cotidiano" de Laé de Souza.

 

Maquete representando o meio ambiente degradado pelas ações do homem.


Jogos confeccionados com sucata para estimular a formação de palavras e a contação de histórias infantis.

 

Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!

Clarice Pacheco

 

Com vocês o grupo de teatro de Caetité, Dobradores de Arte - A Trupe. Parceria confirmada sempre em todos os nossos projetos de leitura.

 

Leitura: encantamento, magia, emoção, fascínio e estímulo à imaginação.


Oficina de reciclagem de papel.

Oficina de cestaria


Um dos processos para que a folha de papel reciclado seja constituída.

 

A apresentação da peça teatral: "O médico camponês ou a princesa engasgada." Arte e alegria a serviço do público que adorou!


Grupo do C.M.A.X.O. e funcionários da secretaria de educação unidos por uma causa justa: a formação de leitores.

É São João... é Cordel... juntos por uma alegria só!

Mês de junho, que maravilha
Em nossa cidade tem tradição
Literatura de cordel abrilhantou mais ainda
Nossa querida festa de São João!


 
 As cantigas juninas
Nossa barraca destacou
Música boa, forró de qualidade
Quem nunca dançou?


Todo tempo quanto houver
 pra mim é pouco
Pra dançar com meu benzinho
numa sala de reboco.


Quadrilha do C.M.A.X.O.
É brilho, é luz, é emoção
Professores, alunos e ex-alunos juntos
Só pra fazer uma animação.


Fumo de rolo,
arreio de cangaia,
Eu vim pra vender,
quem quer comprar?


Bolo de milho,
broa e cocada,
Eu vim pra vender,
quem quer comprar?


É o Antônio Xavier
Com muita animação
Pra fazer festa bonita
Nesta noite de São João!


Eu tô que tô minha quadrilha
Vamos lá!
Aonde tem quadrilha
A gente vai dançar!
Viva São João
Viva!


Professor Zé, Nalmar, eu e professora Elisângela.

Viva ao novo ano letivo que se inicia!

Ano novo...Olhe à sua volta. Sorria para
seus amigos e para aqueles que você pode
conquistar. Dê uma boa risada! Leia mais. Viaje
na imaginação. Cante uma canção. Lembre o aniversário
de seus amigos. Mude de penteado. Esteja disponível para
escutar. Retribua um favor. Admire o colorido e a beleza da
natureza. Permita-se errar. Retribua uma gentileza. Demonstre
que está feliz. Toque a ponta dos pés. Só por hoje, evite dizer:
"Não posso!”. Cante e assobie. Viva intensamente cada minuto.
Dê uma palmadinha nas suas próprias costas. Escute um
amigo. Feche os olhos e imagine as ondas do mar. Sinta
a brisa bater no rosto. Tenha bons pensamentos. Não
se isole. Seja otimista. Ajude a natureza.
Seja tolerante.
Espreguice-se.
Desperte! Ande
descalço. Diga
“Bem-vindo!” a
quem chegou.
Permita que alguém
o ajude. Agradeça!!
Saiba que não está sozinho.
Viva com “paixão”. Sem ela,
nada de grande se consegue!
(Autor desconhecido)
 Materiais didáticos e paradidáticos disponíveis para o bom desenvolvimento das aulas dos professores, sempre visando um ensino e aprendizagem de qualidade.



Os professores do turmo matutino encenaram uma historinha infantil chamando a atenção dos alunos para um início de ano cheio de alegria!


 Os alunos ficaram atentos às apresentações.


Os estudantes do turno vespertino tiveram uma sessão de cinema!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Música: Todos estão surdos

Essa canção é um dos grandes hinos em favor da paz e certamente nos faz pensar no quanto estamos surdos e enganados. Em que lugar a humanidade chegará seguindo por esse caminho obscuro no qual estamos?

Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo

Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Outro dia, um cabeludo falou:
"Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles."
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!

Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
"Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade"

Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Roberto Carlos

Música: Eu só peço a Deus

Esta é uma música que merece reflexão, ela é de inspiração impar. Cantada por Mercedes Sosa e Beth Carvalho, no final se complementa com uma belíssima mensagem de Gandhi. Eu só peço a Deus nos faz pensar sobre nossos atos, nossa vida, nossas atitudes, nosso egoísmo, nossos defeitos. Temos que estar em busca de sermos cada dia melhores pedindo a Deus a graça de poder ajudar o nosso próximo.


Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o q'eu queria

Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente

Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente

Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Os valores humanos – refletir para respeitar


http://youtu.be/KyypwUT60fc  “Um peixe, um sorriso”
Público alvo: 8ª série
Duração: 5 aulas
Objetivos:
•Exercitar a oralidade por meio da criação de uma narrativa verbal.
•Refletir a respeito de valores humanos como liberdade, solidariedade, respeito, amor, compaixão.
Conteúdos a serem desenvolvidos:
•Interpretação e produção textual;
•Elementos do gênero narração;
•Linguagem verbal e não verbal.
Metodologia:
•Roda de conversa para que os alunos relatem se há (ou houve) animais de estimação em sua casa e qual é (ou foi) o tipo de relação que a família tem (ou teve) com eles, incentivando-os a falar sobre a espécie do animal, o nome dele, seu comportamento (se brincalhão, fujão, quieto, bravo, companheiro – entre outras características) e como é o relacionamento da família com o animal de estimação: se cuida, como cuida, se faz carinho, se administra medicamentos, se conversa com o bichinho, se lhe dedica tempo, se bate, chuta, grita – entre outras atitudes. O professor, relatará também sua experiência com animais de estimação: se tem, teve ou gostaria de ter um.
•Formação de grupos de 5 alunos
•Discutir as questões abaixo, registrando as respostas no caderno:
          -Vocês acreditam que os animais devem ser aprisionados? Por quê?
          -Em que situações se justifica o aprisionamento dos animais de estimação?
          -Animais de estimação podem influenciar no comportamento de seus donos? Dê exemplos.
          -Um animal de estimação pode ajudar uma pessoa solitária a se alegrar, se sentir mais alegre, com vontade de viver? Como isso seria possível?
          -Assistiremos a um filme intitulado “Um peixe, um sorriso”. Qual expectativa esse título gera?
•Socialização das discussões e conclusões dos grupos;
•Exibição do curta metragem "um peixe, um sorriso"(9min54seg).
•Discutir sobre os seguintes pontos, registrando, no caderno, as conclusões:
      - Quem são as personagens principais? Como podem ser descritas?
       -Em quais lugares ocorrem os fatos?
       -Qual é o momento do filme em se pode perceber a complicação da história? E o clímax?
       -Qual é o desfecho da história? Expresse seus sentimentos, sua opinião, em relação a esse desfecho.
       -Que valores humanos são transmitidos pelo filme?
•Criar um diálogo, entre o homem e o peixe, a partir das seguintes cenas:
A) O homem olha para o peixinho que corresponde a seu olhar. Parece estar se criando um laço de simpatia mútua. Tempos depois, o homem compra o peixe e o leva para casa em um aquário menor.
B) O peixe, dentro do aquário, acompanha o homem solitário em várias atividades: nas refeições, no banho, ao dormir. Um beijo sela o carinho de um pelo outro. Tornam-se amigos.
C) Eles entram em uma floresta, e o homem, contemplando seu entorno, começa a dançar até voltar a ser criança. Como mágica, outras crianças observam a transformação e logo começam a brincar de roda juntas.
D) O homem mergulha e brinca com seu amigo como se fosse também um peixe. Outros peixes juntam-se a eles. De repente, o adulto percebe que está sozinho, preso a um aquário. Ele se desespera, o aquário explode. No quarto, ele acorda do pesadelo.
E) Ele olha com preocupação para o amigo peixe. Demonstra estar pensativo, como se procurasse solução para um grave problema. Tempos depois, ele resolve soltar o peixinho e ambos vão para o mar.
F) O homem rema mar adentro e liberta o amigo peixe.
•Socializar na turma, com cada grupo, as suas discussões e os diálogos criados.
•Problematizar com os alunos a seguinte questão: “As falas dos protagonistas causariam um efeito de sentido diferente no filme? Por que e em quais aspectos?”
Avaliação:
O professor avalia a participação e o interesse dos alunos pela atividade proposta. Verifica também se foram capazes de:
•Perceber e interpretar os valores humanos transmitidos pela história do filme.
•Compreender os elementos da narrativa que compõem uma história sem texto verbal, para, a partir deste entendimento, criar uma narrativa verbal oral.
Referências Bibliográficas:
Anexo - Orientações:
Roteiro, constituído de 9 cenas, as quais pretendem servir para apoiar a orientação a ser dada aos alunos no desenvolvimento das atividades.
Cena 1: De frente para uma calçada movimentada, há um grande aquário de peixes. As pessoas que passam por ali manifestam diferentes comportamentos: algumas param, sorriem, demonstram curiosidade, outras ficam indiferentes; particularmente, um homem, que por ali passa todos os dias, parece “encantado”.
Cena 2: Em mais de uma ocasião, o homem olha para o aquário, especialmente para um peixinho que corresponde a seu olhar. Parece estar se criando um laço de simpatia mútua. Tempos depois, o homem compra o peixe e o leva para casa em um aquário menor.
Cena 3: O peixe dentro do aquário acompanha o homem solitário em várias atividades: nas refeições, no banho, ao dormir. Um beijo sela o carinho de um pelo outro. Tornam-se amigos.
Cena 4: Uma noite, o homem vai dormir e uma luz verde brilha da sua janela. Objetos flutuam no quarto e o aquário brilhante vai se movimentando em direção à rua escura, iluminando-os no caminho a seguir.
Cena 5: Eles entram em uma floresta, e o homem, contemplando seu entorno, começa a dançar até voltar a ser criança. Como mágica, outras crianças observam a transformação e logo começam a brincar de roda juntas.
Cena 6: O dia vai amanhecendo e a criança volta a ser o adulto, só que agora sorridente, feliz. Uma brisa agradável envolve todo o seu corpo e ele aparece à beira do mar, sendo totalmente despido pela brisa; suas roupas voam.
Cena 7: Nu, o homem mergulha e brinca com seu amigo como se fosse também um peixe. Outros peixes juntam-se a eles. De repente, o adulto percebe que está sozinho, preso a um aquário. Ele se desespera, o aquário explode. No quarto, ele acorda do pesadelo.
Cena 8: Ele olha com preocupação para o amigo peixe. Demonstra estar pensativo, como se procurasse solução para um grave problema. Tempos depois, ele resolve soltar o peixinho e vai para o mar.
Cena 9: O homem rema mar adentro e liberta o amigo peixe. À medida que mergulha sozinho, o peixe adquire brilho, voltando à superfície para brincar com seu amigo humano, que também é envolvido pela luz brilhante da liberdade.



Endereço de mídia:

sábado, 9 de julho de 2011

CORDEL: LITERATURA ENCANTADA DA CULTURA POPULAR


Endereço de mídia: http://youtu.be/RKzquqCLJHo   O Lobisomem e o coronel

Público alvo: Alunos a partir do 6º ano do Ensino Fundamental.

Duração: Aproximadamente 2 semanas.
           
Objetivos:
  • Reconhecer a diversidade literária no Brasil;
  • Conhecer a literatura característica do Nordeste;
  • Valorizar e respeitar a multiculturalidade própria do nosso país e os significados e coletividades, experiências comunitárias, e o imaginário do folclore, presente na produção do cordel;
  • Conhecer uma rica manifestação da nossa literatura (nordestina) caracterização de valores pedagógicos (leitura, escrita e métrica dos versos) na utilização do Cordel;
  • Possibilitar o aluno o conhecimento da linguagem cordelista, enfocando a cultura nordestina em prol da valorização das nossas raízes;
  • Promover uma aproximação do aluno com a cultura popular nordestina;
  • Estimular um olhar crítico e simultaneamente poético sobre a realidade sertaneja;
  • Discutir com os alunos como a Literatura de Cordel, até por sobrevivência acaba de incorporar inovações da industrial cultural o que a torna mais rica e diversificada.
  • Confeccionar mapa localizando a abrangência da literatura de cordel no Brasil;
  • Elaborar textos narrativos;
  • Confeccionar e ilustrar os folhetos de acordo com as narrativas;
  • Organizar exposição de trabalhos;
Metodologia:
  • Pesquisas;
  • Propor aos alunos uma oficina de literatura, utilizando o cordel, como estudo.
  • Estudar o cordel, a origem, a historia, a métrica.
  • Assistir vídeos onde a linguagem utilizada seja em forma de cordel.
  • Utilizar a animação "O Lobisomem e o coronel" inspirado no cordel de Antonio Kelvisson Vianna de Lima, onde mostra a linguagem do cordel, narrativa estrutura em versos e rimas e assim desenvolver o interesse do aluno sobre a linguagem cordelista.
  • Aproveitar o teor da animação "O Lobisomem e o coronel" para fazer um painel enfocando questões como a seca, condições de trabalho no campo, diferença social, as crenças populares, a religiosidade do sertanejo, o mito, o lendário e a vinculação de críticas sociais e políticas. A temática principal deste gira em torno do interesse popular.
  • Elaboração de textos;
  • Confecção de folhetos;
  • Exposição.
Desenvolvimento da aula:

Etapas Ações
Pesquisar  e discutir sobre o temaAssistir "O Lobisomem e o coronel", uma animação brasileira baseada em literatura de cordel e narrada por um repentista;
Os alunos irão para a biblioteca pesquisar a literatura de cordel.
MapasLocalizar no mapa do Brasil a região onde a literatura de cordel é mais presente.
Escolha de tema para elaborar textosDepois da pesquisa cada aluno irá escolher um tema para elaboração de texto narrativo.
Confecção dos cordéisOs alunos com os textos já elaborados irão confeccionar os cordéis, ilustrar de acordo com a narrativa.
Exposição dos trabalhosFinalizando a atividade, os alunos farão uma exposição dos trabalhos elaborados por eles no estilo feira do Nordeste, isto é, em varais presos com prendedores de roupa para a apreciação do público.

Avaliação:

A Literatura de Cordel, enquanto veículo do imaginário popular refaz os caminhos enviesados do olhar matuto, reconstitui a maneira do sertanejo reagir ao mundo e, mais do que isso, deixa pistas do sistema complexo sobre o qual se edifica seu sentimento de contestação. Manifestação artística viva em sintonia estreita com visão popular, a Literatura de Cordel oferece aos pesquisadores um espaço sempre aberto de reflexão sobre uma maneira peculiar, por vezes contraditória, mas não menos preciosa, de se pensar o mundo e de afirmar a identidade, traçando caminhos de subversão e de liberdade, protesto, convertendo o espaço poético numa arena de luta. É que o povo sofrido, alimentado por sentimentos de inferioridade, constrói suas próprias maneira de dar sentido a uma existência sofrida e de recuperar um pouco da dignidade ofendida, e de negação da realidade na qual o povo se vinga do opressor, a Literatura de Cordel se oferece para a Literatura de uma forma geral como veiculo da revolta artística elaborada, dando à ficção a potencialidade da luta e da subversão.
As atividades permitirão ao professor a avaliação individual já que as produções são independentes, além de avaliar o interesse, participação e envolvimento dos alunos durante o desenvovimento das ações.

Conclusão:

Aplico a Literatura de Cordel em minha sala de aula todos os anos e concluo que é importante despertar nos jovens o gosto pela leitura e isso pode ser feito por meio de gêneros discursivos, como o cordel, que proporcionam uma ampliação de conhecimentos de mundo do aluno e a apreciação de manifestações culturais de determinada região. Com a continuidade desse trabalho, com outros gêneros discursivos, acredito que ele possa ser motivado a buscar a leitura não por obrigação, mas voluntariamente, ao longo de sua vida.
Referências Bibliográficas:


  • FERREIRA, Mauro. Entre palavras, nova edição/ 2ª. Edição - São Paulo: Editora FTD 2006.(coleção entres palavras).




  • NICOLAS, José de. Literatura brasileira das origens aos nossos; 15ª edição, São Paulo, Editora Scipione, 1969.


  • BARSA, Enciclopédia. ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA DO BRASIL PUBLICAÇÕES LTDA.



  • ABLC - Academia Brasileira de Cordel . Academia Brasileira de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, Literatura Brasileira, Literatura popular, Duelo de Repentistas. www.ablc.com.br